“It was post-boom time. By that, Imean the DotCom bubble had burst. The IT sector’s lifestyle had gone from rock ’n’ roll to Holiday Inn lounge act, and it was showing in India as well.
In fact, what I found was not an army of people, plotting to steal our comforts for themselves. Unlike their counterparts in the West, these people weren’t angry that they had to get a small television set or even that they might not be able to afford this month’s cable TV bill.
These were sons and daughters who were scraping by, trying to raise money to support their parents and their spouses’ parents. These were mothers and fathers whose IT jobs meant the difference between really educating their children or sending them to a school from which the further educational options have a hard limit. They weren’t trying to steal the American dream. They were trying to squeeze a once-dry economy for a few drops of life-giving cash flow.
A vibrant society of highly motivated and intelligent people existed here. And they weren’t playing for amenities; they were competing for the survival of their families. You can’t underestimate—or blame—someone with that kind of motivation.”
Para quem não conhece, este trecho está no começo do excelente livro “My Job Went to India“, do Chad Fowler. O livro é muito interessante, e eu recomendo a todos, mas não é o tópico principal do que quero falar.
Neste trecho, o autor fala da enorme motivação de profissionais indianos na luta por um emprego que teria pouca expressão nos Estados Unidos, mas é uma forma de trazer esperanças a uma família inteira na Índia. Um profissional nos Estados Unidos procuraria esse emprego como um quebra-galho até encontrar um melhor. O profissional indiano lutaria com todas as suas forças – como se fosse sua última chance no mundo – para sustentar e trazer esperanças a toda uma família, que vive com tanta dificuldade. Realmente complicado subestimar ou criticar alguém com esse tipo de motivação.
A realidade é que o mercado de software é extremamente competitivo, e para chegar e se manter no topo não basta uma boa formação, não basta talento, e não basta só motivação. Claro que alguém forte nos 3 aspectos terá uma chance bem maior que a média de ter sucesso. Mas mesmo alguém que tenha uma boa base, talento e motivação terá que encontrar o caminho e as circunstâncias adequadas para se destacar.
A principal característica que eu vejo nos indivíduos realmente bem-sucedidos é a ambição. A ambição fomenta a motivação, e te dá forças adicionais para continuar perseguindo seus objetivos mesmo quando você está cansado e as coisas não parecem muito bem.
Um bom profissional com pouca ambição irá fazer o seu trabalho com capricho e cumprir com suas obrigações. Um bom profissional ambicioso sabe que “Poder não se dá, Poder se toma”. Se você fica esperando alguém te mandar fazer alguma coisa e esperando as decisões superiores se refletirem nas suas tarefas, provavelmente você está ou ficará estagnado em breve, e saia da frente, pois você será atropelado.
Se um empreendedor não for ambicioso e não tiver visão de negócio, ele fracassará, e rápido. Um empregado fracassará também, mas lentamente. Ele pode se manter naquele emprego/cargo sem emoções durante anos. Talvez sem riscos, mas também sem grandes perspectivas de melhorar.
Os caras que geram mais valor para as empresas não são os bons executores de ordens. O mercado tem espaço para eles também, mas premia de forma diferenciada os que agem como donos do negócio, mesmo que estejam em níveis hierárquicos muito abaixo dos donos.
Já faz pelo menos 2 anos que eu não estudo e me preparo para ter empregabilidade. Eu entrego meu melhor esforço dia após dia porque eu sou MUITO ambicioso. Eu não quero ter um bom emprego. Eu quero gerar um enorme retorno para os clientes e para minha empresa, e ser premiado por isso.
Eu não quero parecer um cara legal para meus chefes e conseguir um aumento porque eu cumpro com as minhas obrigações. Eu quero trazer tantos resultados positivos que o poder e o reconhecimento serão automáticos e rápidos. Eu não quero pedir para ser promovido ou reconhecido, eu quero deixar óbvio que o meu valor é grande demais para me sub-utilizarem.
Além disso, não quero me restringir a satisfazer o sonho dos outros. Quero enxergar e explorar oportunidades de negócio próprias. Eu já tive um perfil “pesquisador e estudioso”, e aprendi e amadureci muito com essa postura. Mas hoje me vejo muito mais como um “realizador e empreendedor”, usando tecnologias para buscar resultados.
Essa é a minha motivação, e eu estou com a faca nos dentes atrás dos meus objetivos. Quais são as suas motivações?
“Poder não se dá, Poder se toma”, isso aqui já define tudo.
Quando você tem uma meta e vontade suficiente para cumpri-la, não existe nada impossível.
@Milfont, esse é o meu espírito para trabalhar, e não estou poupando esforços para chegar lá
Perfeito!!
Eu sempre tive esse pensamento, mas nunca imaginando do modo que vc escreveu.
É aquela história de Faça por Você, Não por alguém, e isso aí diz tudo:
“Eu não quero pedir para ser promovido ou reconhecido, eu quero deixar óbvio que o meu valor é grande demais para me sub-utilizarem.”
Muito bom!!
@Matheus, é assim que eu penso diariamente
Nós não devemos avaliar o quanto estudamos e o quanto sabemos… ninguém precisa contratar enciclopédias. Para termos sucesso na carreira e financeiramente, temos que dar resultados continuamente, e ter isso como medida do nosso valor como profissionais.
Fala maxo!
Você andou lendo os meus pensamentos?
Parabéns pelo post (como sempre)!
“Se você está gravando um álbum hoje eu dou risadas. Crie uma canção que prenda a minha atenção e deixe-me querendo mais. Estou falando de ser especial e não sobre valor. Estou falando de música e não de comércio.”
Impossível não associar o trecho acima, retirado deste post, sobre música, com o este seu novo post, Bruno.
É bom demais ver que existem pessoas, nas duas áreas pelas quais nutro verdadeira paixão – software e música -, pensando tão parecido, na incessante busca de prover o melhor em termos de qualidade.
Belo post, meu caro. Parabéns!
@Rafael
Fale maxo, meu camarada! Pois é meu caro, pessoas auto-motivadas e ambiciosas compartilham desse ponto de vista, por isso você se identificou facilmente
@Fabiano
Paixão é tudo! Está presente nas obras mais fascinantes que vemos, e é um combustível inesgotável
Cara,
Muito bom mesmo. Isso sim que chamo de motivação, convivo com pessoas que se decepcionaram com a profissão e confesso que eu sou um apaixonado pelo que faço. Isso é minha motivação.. Fazer o que gosto e da melhor forma possível. Sempre buscando ser o melhor.. Ou seja uma busca que não tem fim mas que sempre vai ser estigante, pois sempre temos algo para mostrar e para aprender…
Parabénss!!!!
É isso ae. Eu acrescentaria também a paixão nisso tudo. Não é o componente principal mas dá um bom gás !!!
@Pantoja/Emerson,
com certeza. Como já falei algumas vezes aqui, paixão é tudo