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    Microsoft coloca o Office na Web

    November 16th, 2008

    Eu considero a Microsoft bem fraca em termos de atuação na Web, mas achei bem legal uma iniciativa recente deles.

    Foi anunciado recentemente o Microsoft Office Web. Embora não seja nada inovador, pois o Google Docs já existe há algum tempo, eu gostei dessa novidade. O serviço ainda não está disponível, mas um FAQ sobre ele já foi publicado.

    Achei interessante que o Office Web suportará o Firefox e o Safari além do IE. Além disso, usuários de qualquer sistema operacional poderão usar o serviço, contanto que tenham um dos browsers suportados. Quando eu soube que lançariam o Office Web, a primeira coisa que veio à minha cabeça foi que só funcionaria com o IE e que seria necessário instalar algum add-on que só funcionasse no Windows. Saber que isso não é verdade foi uma ótima surpresa.

    Eu utilizo com freqüência o Google Docs, e gosto muito da praticidade do serviço. A facilidade de compartilhar documentos e editá-los de forma simultânea é ótima. Desde que comecei a usar o Google Docs, eu raramente uso o Open Office ou Word. Praticamente só uso um dos 2 quando eu tenho que escrever alguma coisa com preocupações em relação a estilos e formatação. O Google Docs é bem limitado neste sentido, infelizmente.

    Com o Office Web, provavelmente o suporte a estilos e formatação será melhor que no Google Docs, e isto pode me estimular bastante a usá-lo e aposentar o OpenOffice e Word, e viver ainda mais na Web.

    Algumas conseqüências bacanas podem surgir deste novo serviço. A competição entre o Office Web e o Google Docs provavelmente trará muitos benefícios aos usuários finais, que deverão ter serviços web gratuitos e de ótima qualidade.

    Além disso, o Office Web fará a Microsoft sofrer um pouco com as incompatibilidades entre os browsers. Suportar as mesmas funcionalidades no IE, Firefox e Safari dará um certo trabalho. Talvez isso desperte uma iniciativa da Microsoft de consertar o IE, e fazer com que os desenvolvedores web em geral tenham menos trabalho com essas incompatibilidades.

    Se o Office Web trouxer essas 2 mudanças, terá sido uma das melhores iniciativas que a Microsoft já teve. Torço para que esse projeto ganhe força e que todos possamos usufruir dos benefícios :)


    Ubuntu virando cada vez mais a distribuição Linux padrão

    November 12th, 2008

    Li recentemente uma matéria que fez um estudo interessante sobre a situação atual do uso de algumas das principais distribuições Linux. O estudo não utilizou uma metodologia exatamente científica, mas as conclusões não deixam de ser válidas.

    O estudo observa uma tendência de que o Ubuntu seja cada vez mais a cara do Linux. Na verdade parece que a “marca” Ubuntu está com um progresso muito mais vigoroso do que a “marca” Linux, e provavelmente em breve a “marca” Ubuntu será a mais forte das duas.

    Eu particularmente acho isso muito bom. Durante muitos anos o percentual de uso das principais distribuições Linux foi muito pulverizado. Havia uma gama enorme de opções, e não havia uma concentração tão forte em torno de nenhuma delas. É verdade que o Red Hat teve uns momentos muito bons até a versão 9 (última versão gratuita), mas depois que eles mudaram o modelo comercial, perderam muitos usuários caseiros.

    Com a concentração em torno do Ubuntu/Kubuntu, acho que as chances de sucesso do Linux no desktop de usuários comuns aumentam muito. Um facilitador muito importante no rápido crescimento do Windows foi que muitas pessoas o conheciam, e então eram capazes de orientar novos usuários e ajudar na solução de problemas de forma rápida. Isso é muito mais fácil quando se tem um sistema operacional e interfaces de usuário com o mesmo padrão.

    Se tivéssemos a grande maioria dos usuários Linux usando Ubuntu/Kubuntu, ficaria muito mais fácil que novos usuários tivessem facilidade em encontrar ajuda. Isso diminuiria muito as barreiras de entrada no uso do Linux em computadores caseiros por pessoas leigas.

    É claro que continuarão existindo outras distribuições, mas com um foco direcionado em públicos específicos, ou finalidades específicas. Não há nada de errado em ter muitas opções, mas a adoção do Ubuntu como padrão facilitaria muito as coisas.

    Uma coisa que eu não consigo entender é o que fazem algumas montadoras de computadores no Brasil. Já cansei de ver computadores com Linux à venda em supermercados e lojas em geral. Isso é legal de se ver. Porém, cada fabricante diferente (e são vários) usa uma distribuição diferente, e pouco comum. Isso com certeza dificulta muito o aprendizado de novos usuários Linux, e o que acaba acontecendo é que as pessoas mais humildes compram cópias piratas do Windows e instalam em suas máquinas que vieram com Linux.

    Será que não seria mais fácil a Itautec, Positivo, CCE, etc etc etc, simplesmente usarem o Ubuntu/Kubuntu e customizarem só uma ou outra coisinha? Porque instalar umas distribuições que ninguém nunca viu, e que dificultam muito mais a vida dos usuários?

    Será que isso é para conseguir vender suporte? Se for, acho que isso é um tremendo tiro no pé, pois as empresas correm um enorme risco de que as pessoas nem comprem os seus produtos ou então simplesmente troquem o Linux que veio instalado por um Windows piratão.

    O sucesso do Linux no desktop do povão pode ser muito ajudado pelo sucesso do Ubuntu, então eu fico muito feliz com o crescimento vigoroso que este vem tendo. Só torço para que as montadoras de PCs nacionais acordem e passem a disponibilizar o Ubuntu em vez de umas distribuições sem-vergonha que ninguém conhece e que ninguém vai usar.

    Ajude o Linux e o Open Source no Brasil. Use e divulgue uma distribuição que até o nosso presidente saiba falar! Ubuntu! :)


    Como estaria o Brasileirão sem os erros de arbitragem?

    November 11th, 2008

    Foi publicada hoje uma matéria excelente no Globoesporte.com. Foi feito um levantamento dos erros de arbitragem em todo o campeonato, e apresentada a situação na qual o campeonato estaria se não tivessem ocorrido os erros de arbitragem.

    Neste campeonato eu vi claramente que o São Paulo foi muito favorecido pela arbitragem, e isso vai lhe garantindo o terceiro título seguido. Acho lamentável que isso ocorra, pois o São Paulo vem jogando um futebol bem feio e chato nos últimos 2 anos. No título de 2006 realmente eles estavam merecendo claramente o título. Em 2007 eles jogaram bem feio, mas foram eficientes. Já esse ano, eles jogaram muito feio e não estavam jogando bem. Não mereciam este título, que provavelmente iria para o Grêmio sem os erros de arbitragem.

    Em tempo: eu simpatizo com o São Paulo, que é o time do meu pai, e em São Paulo é o time que mais gosto. Mas sejamos justos, este ano eles não mereciam ser campeões.

    A matéria do Globoesporte foi muito bem feita, com detalhamento dos jogos e dos lances onde ocorreu erro de arbitragem, e mostrando inclusive os vídeos de cada lance.

    Bom, o meu Flamengo estaria mais ou menos na mesma situação, já sem brigar pelo título, mas bem vivo na briga pela libertadores.

    A classificação atual e a classificação corrigida podem ser vistas abaixo:


    Agriões, chuchus e maniçobas de software

    November 3rd, 2008

    Eu estava pensando hoje sobre coisas que já estudei em software e em possíveis formas de classificá-las, e acabei chegando em categorias um tanto peculiares :)

    Algumas coisas a gente estuda com um pouco de desânimo, sem tanto tesão. Sabemos que são coisas úteis e importantes, mas não muito prazerosas de estudar. Esta categoria eu vou chamar de Agrião. É meio amargo de digerir, mas é nutritivo e acaba fazendo bem.

    Estudos meus nesta categoria incluem a minha preparação para as provas SCJP e SCWCD, minha experiência com Ant e também meus estudos de Web Services WS-I. No período em que estudei essas coisas, não me diverti muito, mas elas me trouxeram conhecimentos úteis e importantes, e eu achei bastante válido o período que investi engulindo esses agriões :)

    Uma segunda categoria de conhecimentos é a que parece que te trará benefícios, mas no final das contas parece que o estudo foi uma perda de tempo. São semelhantes àqueles alimentos que não são muito gostosos, mas você supõe que devem fazer bem à saúde, para acabar se decepcionando ao saber que eles não te acrescentam em nada. São os perfeitos chuchus!

    Dentro desta categoria eu incluo a minha preparação para a prova de arquiteto Java (SCEA), a parte de custom taglibs da prova SCWCD e um período no qual eu estudei bastante sobre desenvolvimento para Palm OS. Não aprendi quase nada estudando pra SCEA, odiei estudar custom taglibs e nunca tive necessidade e nem vi sentido em escrever uma custom tag e o Palm OS está de mal a pior, e o que eu aprendi sobre ele nunca me foi útil.

    Uma terceira categoria classifica as coisas que inicialmente a gente não gosta da aparência. Temos uma certa rejeição inicial e ficamos um pouco afastados. Quando finalmente resolvemos enfrentar a feiura, descobrimos um valor enorme atrás daquele aspecto medonho, e nos perguntamos porque não havíamos dado uma chance àquilo antes. Esta é a categoria da Maniçoba! (Alerta: eu pessoalmente nunca comi Maniçoba, estou me baseando no relato de algumas pessoas com experiência no assunto… hehehe)

    Dentro desta categoria para mim estão Javascript, CSS e Maven. Até uns 2 anos atrás, eu não gostava de Javascript e CSS. Eu sempre achava um saco mexer com isso, e definitivamente não era muito produtivo. Claro que eu acabei vendo que isso era uma visão míope minha, e que Javascript e CSS além de muito úteis, são interessantes e divertidos depois que você pega a manha.

    Devo dizer que e jQuery e os plugins Web Developer e Firebug foram fundamentais para minha mudança de mentalidade. O poder e simplicidade dessas ferramentas me ajudaram a ver o poder de Javascript e CSS, e eu acabei me interessando cada vez mais por ambos, e hoje em dia eu gosto de mexer com isso.

    O Maven eu demorei séculos para estudar e conhecer. Eu tinha sempre uma certa resistência, porque eu já conhecia bem o Ant. E o Maven não é uma ferramenta óbvia de se utilizar. É necessário conhecer razoavelmente a idéia geral da coisa e os principais detalhes envolvidos. Caso contrário você se irritará demais e a sua experiência será péssima. Entretanto, depois de conhecê-lo, o Maven é extremamente poderoso e produtivo, e é uma ferramenta muito profissional que ajuda muito na construção de software componentizado.

    Um professor meu da faculdade dizia que SQL é muito fácil para coisas fáceis, e muito difícil para coisas complexas. Penso que o mesmo pode ser dito sobre o Maven. Entretanto, se você comparar o esforço de utilizá-lo com o esforço de fazer as coisas com o Ant, definitivamente vale a pena investir no Maven.

    E aí, quais são os seus Agriões, seus Chuchus e suas Maniçobas?? Você tem se alimentado bem ultimamente ou só tem ingerido porcarias??

    Bons profissionais de software precisam de uma dieta equilibrada de conhecimentos, então é importante saber selecionar o que você vai consumir, para que seu rendimento seja ótimo, e se possível, que o processo seja saboroso ;)


    Marketing pessoal para desenvolvedores - dicas

    October 29th, 2008

    Mais cedo eu escrevi um post sobre marketing pessoal, mais focado na questão motivacional para prestar atenção nisso. Como falei, estou agora escrevendo um post bem mais objetivo, com algumas dicas sobre como melhorar no seu marketing pessoal e conquistar um pouco mais de visibilidade na carreira.

    A idéia deste post é colocar dicas sem uma ordem específica, e comentar porque elas podem ser importantes. Provavelmente este post será atualizado várias vezes ao longo do tempo para agregar idéias novas, e com certeza as opiniões de outras pessoas ajudam muito para melhorar o conteúdo aqui. Não hesite em deixar suas observações :)

    1. Escreva um blog: essa é a forma mais fácil e objetiva de expôr o seu trabalho para outras pessoas. Você não precisa ficar escrevendo com inúmeros detalhes tudo o que está fazendo. Mencione coisas relevantes que possam ser interessantes a outras pessoas, e naturalmente as pessoas começarão a ler o que você escreve. O Wordpress é uma excelente ferramenta de blogs, e permite que você mantenha gratuitamente um blog hospedado por eles, com ótimo nível de serviço.
    2. Participe de grupos profissionais da sua área: grupos profissionais como os Java User Groups e semelhantes são muito interessantes para você conhecer outras pessoas fazendo o mesmo que você. Após algum tempo você terá conhecido as pessoas mais relevantes e conseguirá saber o que tem sido usado com sucesso, e o nível geral das pessoas da área. Isto é ótimo para trazer novas idéias e ajudar em decisões estratégicas. Networking é tudo.
    3. Tente se manter atualizado sobre as novidades mais interessantes da área: isto é fundamental para que você se torne e se mantenha como um profissional de destaque por muito tempo. Se você ainda está programando sistemas client-server em Delphi, provavelmente não terá muitas coisas novas para discutir com outras pessoas, e acabará um pouco esquecido. Por outro lado, se você está trabalhando com novidades quentes em linguagens dinâmicas, Web 2.0, redes sociais e outras coisas que estão em destaque no momento, provavelmente terá muita gente interessada em conversar com você.
    4. Tente fazer apresentações de coisas interessantes no momento: se você fizer apresentações sobre assuntos que estão sendo muito debatidos no momento, provavelmente atrairá o interesse de várias pessoas. Fazendo boas apresentações, você ganhará mais credibilidade e as pessoas vão SABER que você conhece daquele assunto, e vão querer trocar idéias sobre o assunto contigo.
    5. Vá em eventos relevantes da sua área: em eventos normalmente são apresentados os conteúdos mais bacanas do momento, e você conhecerá mais sobre os caminhos que as coisas estão tomando. Além disso, é uma ótima oportunidade para conhecer pessoas e trocar idéias sobre temas que não há tanta gente qualificada para conversar.
    6. Procure saber o que outras pessoas estão estudando e utilizando nos projetos, e troque experiências: casos de sucesso são o principal fator para a sobrevivência de qualquer tecnologia, metodologia ou qualquer outra coisa relacionada a software. Conheça o que está sendo usado com sucesso, e comente o que está funcionando pra você e o que está te trazendo problemas. Assim você aprenderá bastante com as discussões e as pessoas saberão o que você está fazendo.
    7. Leia e interaja em outros blogs relevantes: mesma motivação que o item anterior, com o bônus de que você estará interagindo com a elite da sua área, e as discussões com essas pessoas podem te trazer muitas idéias legais, e te trarão ótimos contatos.
    8. Participação em projetos open source ajuda muito: projetos open source agregam ótimas mentes e fomentam a participação de várias pessoas diferentes. Mesmo que você não seja um committer, participar em listas de discussão dos projetos e ser um “early-adopter” podem te ajudar a ficar mais relevante, e a ser uma referência para outras pessoas.

    Bom, espero que essas dicas possam ser úteis para outras pessoas, e já deixo claro que este post é um trabalho em progresso. Certamente melhorarei o conteúdo aqui e tentarei colher mais idéias interessantes sobre o assunto. Se você estiver interessado no tema, pode alavancar mais um pouco o seu marketing pessoal contribuindo aqui :)


    Marketing pessoal para desenvolvedores - motivação para começar

    October 28th, 2008

    Recentemente tive umas conversas sobre marketing pessoal, e algumas pessoas me pediram para colocar algumas idéias aqui, então estou o fazendo :)

    Bom, primeiro um alerta. Eu estou longe de ser um guru de marketing pessoal, e ainda preciso e estou aprendendo bastante coisa. Caso você tenha idéias sobre este assunto que eu não tenha mencionado aqui, por favor compartilhe-as, pois eu também tenho todo o interesse em conhecer mais disso.

    A origem das discussões foi um post que saiu no Coding Horror, que cita alguns posts do Steve Yegge, um engenheiro do Google bastante famoso, que tem alguns dos melhores posts sobre carreira em software que eu já vi.

    Vou começar contextualizando um pouco com a motivação que eu tive para me ligar mais em marketing pessoal. Este não é um post muito curto, então se você não estiver com saco para ler, melhor parar por aqui mesmo :)

    Eu comecei a prestar atenção em marketing pessoal depois de algumas frustrações intensas, e claro, após observar que isso de fato faz muita diferença. Sobre frustrações, deixe-me explicar. Durante um certo tempo na minha carreira eu tinha a sensação de que eu estava quase sempre com azar, por estar em projetos com pouca visibilidade, naquelas situações em que não faria a menor diferença se você fizesse o melhor trabalho do mundo ou um trabalho picareta e sem-vergonha. Eu odiava essa sensação.

    Digo mais, eu odiava SABER que eu tinha muito mais capacidade que outros caras que estavam aparecendo muito mais que eu, e muitas vezes os caras não tavam fazendo NADA de diferente dos outros. Depois de algum tempo frustrado, eu percebi que nós mesmos temos que nos colocar nas situações que desejamos. Se você ficar esperando os seus chefes ou “a gerência”, ou “a direção” PROCURAR quem são os qualificados para colocá-los em destaque, tu tás ferrado meu amigo! Isso não existe.

    Eu passei por uma situação que me deixou puto demais um tanto irritado. Tinha uma aplicação legada na equipe que eu estava que era uma porcaria. A equipe estava meio acomodada, e apesar de ninguém gostar da aplicação, ninguém nunca movia uma palha pra mudar nada.

    Pois bem, no meu tempo vago eu peguei esta aplicação e comecei a migrá-la para usar uma versão mais recente do JDK refatorando as coisas que mais me incomodavam na arquitetura. Mas tentando manter a topologia, de forma que os outros desenvolvedores não tivessem dificuldade em trabalhar na nova implementação. Quando eu tinha migrado uns 40% da aplicação, eu mostrei para outras pessoas como estava indo a coisa. Todos gostaram e eu consegui alguma ajuda nesta migração.

    Poucas semanas depois, já tínhamos migrado a aplicação integralmente, com exceção de alguns requisitos secundários que precisariam ser validados oficialmente. Nessa época surgiu um daqueles projetos blockbuster que simplesmente mobilizam tudo e todos, aí fui forçado a abandonar esta migração temporariamente.

    Um pouco depois que esse projeto novo começou, eu fui descobrir que a migração que eu comecei estava sendo passada adiante, e outras equipes e alguns gerentes já estavam sabendo. Infelizmente para mim, foi “omitido” o fato de que eu havia começado originalmente esse projeto, e os louros estavam sendo passados a outras pessoas.

    É claro que isso me deixou muito puto desapontado, e desde esse momento eu disse para mim mesmo que não poderia ficar sujeito a isso nunca mais. Eu vi como era fundamental que as pessoas soubessem o que eu estou fazendo, pois senão eu continuaria frustrado por muito tempo.

    Deste episódio infeliz pra cá, passei a prestar muito mais atenção em marketing pessoal. Estudei muita coisa interessante, criei o blog, escrevi artigos, me apresentei algumas vezes, interagi muito mais com outras pessoas, outras equipes. Isso tem sido muito legal e positivo para mim, e sem dúvida hoje eu estou muito mais satisfeito profissionalmente do que antes.

    Este é um fato com que temos que conviver. Tão importante quanto matar a cobra é mostrar o pau (sem trocadilhos :) ).

    Eu conheço profissionais de tudo que é jeito. Tem os caras muito bons que ficam na sua, sem pensar muito em marketing. Tem também uns marketeiros de primeira que não fazem nada de importante, mas estão sempre dando um jeito de ficar bem na fita. E tem uns caras que são muito bons e também estão ligados na questão de marketing pessoal. De uma maneira geral, estes últimos são os que têm mais sucesso.

    Caras que sejam puramente marketeiros uma hora vão cair. Ninguém consegue se sustentar só com marketing. Caras que são muito bons, mas ficam na sua, vão ter que dar sorte de encontrar as pessoas certas e estarem nos lugares certos, pois caso contrário seu sucesso será limitado. E os caras muito bons que sabem se vender terão uma chance muito maior de sucesso, pois eles cavam as oportunidades. Eles procurarão os lugares certos, e a chance de serem lembrados quando surgirem as oportunidades é muito maior.

    É claro que fazer sempre um bom trabalho é a coisa mais importante para a sua imagem. Se você não tiver esse ponto a seu favor, esqueça de todo o resto. Porém, muitas vezes isto não é suficiente, e é nestes casos que o marketing pessoal pode te ajudar na carreira.

    Uma frase que ouvi de um grande líder e que eu não vou esquecer nunca é: “Poder não se pede, poder se toma!”. Páre de reclamar que seu chefe não tá dá espaço, conquiste seu espaço! ;)

    A propósito, eu estou me esforçando para me enquadrar na categoria dos caras bons que sabem se vender. Como a maioria dos desenvolvedores, eu sempre dedico mais tempo à parte técnica, mas venho aprendendo melhor sobre a questão do marketing também, e isso com certeza é de suma importância para qualquer profissional.

    Escreverei em seqüência um outro post sobre este assunto, mas com dicas objetivas sobre o tema, para facilitar a leitura dos impacientes :)


    E o sopro de esperança se foi…

    October 26th, 2008

    Alguns meses atrás eu havia dito que estava animado pelo surgimento de um sopro de esperança para o Rio de Janeiro. Pois bem, hoje devo dizer, bastante desapontado, que o sopro de esperança se foi.

    A candidatura de Fernando Gabeira me encheu de esperanças após mais de 2 décadas de corrupção, incompetência e jogo político sujo que vêm destruindo a outrora cidade maravilhosa.

    Desde que eu me entendendo por gente só tivemos péssimos governantes no Rio de Janeiro, tanto na prefeitura como no governo do estado. Eu nutria esperanças de que finalmente teríamos um prefeito decente tentando recuperar a cidade, mas vi meus sonhos sofrendo nova derrocada.

    Com uma campanha extremanente cínica e com muita sujeira, Eduardo Paes conseguiu se eleger prefeito da cidade do Rio de Janeiro. Mais uma vez eu me questiono se estou mesmo em casa. Ser carioca e morar no Rio é como ser torcedor de um time que já foi muito forte, popular e carismático, mas que é rebaixado de divisão ano após ano.

    Eu não me lembro de alguma vez ter achado que o Rio de Janeiro estava se tornando um lugar melhor. Pelo contrário, eu fico cada vez mais triste ao constatar o que vem sendo feito da cidade que eu tanto amo.

    Hoje, dia 26 de outubro de 2008, é um dia muito triste na história do Rio de Janeiro. Torço para que a história prove no futuro que eu estou errado, mas eu não sinto nenhum orgulho em ser carioca nesse momento.


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