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  • I’m a SlideShare RockStar!

    April 1st, 2009

    Recebi hoje de manhã um e-mail do SlideShare me falando que eu sou um RockStar! :)

    “Hi blpsilva,

    We’ve noticed that your slideshow on SlideShare has been getting a LOT of views in the last 24 hours. Great job … you must be doing something right. ;-)

    Why don’t you tweet or blog this? Use the hashtag #bestofslideshare so we can track the conversation.”

    A única apresentação que coloquei até hoje foi a de Web Service REST, logo após o aniversário do CEJUG ano passado. Acessei minha conta lá e vi que a apresentação lá passou de 30 mil visualizações, em 6 meses. Eu não imaginava que isso pudesse ter um alcance tão grande, fiquei bem contente. Seems like I’m doing something right :)

    Preciso em algum momento preparar mesmo um curso de Web Services, incluindo REST e WS-*, já que o interesse nisso parece grande, e eu venho acumulando muita experiência nessa área.

    Uma idéia que tive um tempo atrás seria de discutir aqui no blog algumas dúvidas sobre como utilizar REST e Web Services de forma efetiva em situações reais. Eu já conversei com muitas pessoas sobre isso, e algumas dúvidas são freqüentes, e outras são mais sofisticadas e diferentes. Eu terei um enorme prazer em discutir isso aqui, pois me trará situações novas para analisar e é um exercício interessante que pode contribuir para mim e para outras pessoas que estejam trabalhando na área.

    Vou saborear meu momento de RockStar do SlideShare então, e incentivo a todos que queiram propôr discussões sobre REST (e web services em geral) que entre em contato para vermos o que surge de interessante :)


    Migrando para REST: exposição de Recursos x exposição do domínio

    March 22nd, 2009

    Meus camaradas do ISP da Globo estão estudando a migração da arquitetura imperativa com EJBs para uma arquitetura RESTFul.

    Esta migração tem muitos aspectos semelhantes à que fizemos no time de cadastro/autenticação no ano passado, e eu já conversei algumas vezes com o pessoal do ISP sobre isso, pois conheço bem o domínio deles. Entretanto, o domínio do ISP é um pouco mais complexo que o do cadastro, e isso torna a modelagem de recursos um pouco mais sofisticada e interessante.

    O exemplo que vou descrever aqui é o do Comando CmdFinalizaCompra. Este Comando é invocado no final de qualquer operação do ISP que modifique a cesta de produtos/serviços do assinante. Pelo próprio nome, fica óbvio que ele foi constituído de maneira imperativa (”FazerEstaOperacao”), e o pessoal estava em dúvida sobre como redesenhar este modelo e colocá-lo num desenho declarativo, à maneira RESTFul.

    Vou mencionar resumidamente a estrutura de comunicação dos comandos do ISP para que o resto da discussão fique claro. Cada Comando é constituído de 2 classes Java. CmdNomeComando e CmdNomeComandoSrv. A primeira classe corresponde ao Comando do lado do cliente, e a segunda corresponde ao Comando do lado do servidor.

    Na execução do comando, o cliente invoca um EJB 2.1 stateless no servidor, e envia a classe CmdNomeComando serializada, via RMI. O servidor recebe a classe, deserializa-a, executa a operação em questão e retorna a classe novamente para o cliente, com ou sem modificações, dependendo do caso.

    Este modelo é semelhante à chamada de serviços SOAP, em que é invocada uma operação SOAP com um documento XML de entrada e alguma coisa na saída.

    Podemos ver a classe CmdNomeComando como o “parâmetro de entrada” da operação, e a classe CmdNomeComandoSrv como a implementação da operação em questão. Este exemplo do CmdFinalizaCompra envolve vários componentes do modelo do ISP. Não sei dos detalhes de cabeça, mas este processo envolve Assinante, Usuario, Produto, Promocao, Desconto e possivelmente mais alguns elementos do domínio.

    Assim, um objeto CmdFinalizaCompra é composto de vários objetos deste domínio. A dúvida deles é sobre a definição dos recursos neste contexto. É uma dúvida pertinente, pois isto foge bastante a um CRUD óbvio. Uma possibilidade de desenho definiria como recursos: Assinante, Usuario, Produto, Promocao e Desconto. Isto seria mapeável diretamente na implementação do domínio deles. O que vocês acham disso?

    Bom, não vejo nada errado em expor um recurso Assinante, outro Usuario, etc. Isto pode fazer sentido para outras “operações”, maravilha. Entretanto, para este caso isso levantou a seguinte dúvida para eles: “Eu vou ter que fazer vários POSTs para realizar a operação do CmdFinalizaCompra” ?

    Imagine a complexidade de garantir o sucesso transacional dos vários POSTs independentes que compõem esta operação! No universo WS-* existe o conceito chamado Orquestração, no qual um determinado componente agrega e invoca várias operações pequenas em uma única operação/transação. Utilizando nomes pomposos, isto seria um Proxy Service invocando alguns Business Services. Algum de vocês se sente tentado a usar esta abordagem? Eu não!

    O que eu sugiro neste exemplo é a criação de um recurso chamado Compra, que pode ser representado por um grafo sofisticado de objetos do domínio do ISP. Para substituir o CmdFinalizaCompra, eu vejo a criação de uma instância do recurso Compra, com todas as informações pertinentes à compra em questão. A criação deste recurso estaria associada a uma única transação, seja lá o que tenha que ser feito por baixo dos panos no servidor.

    Na implementação do servidor, eu vejo somente este POST sendo realizado. O cliente não precisa saber (e é melhor que não saiba) como é implementado o domínio no servidor. Ele precisa conhecer os recursos expostos, e como interagir com eles.

    Pense numa compra na Amazon, por exemplo. Eles poderiam expôr este mesmo recurso Compra que eu falei, que seria composto pelos produtos, pelo cliente e talvez a opção de pagamento.

    Isso seria exposto pelo recurso, mas dentro da Amazon uma compra poderia envolver N operações: reserva de estoque, criação de ordem de entrega, lançamento da cobrança, criação de comissão para o distribuidor, etc. O cliente do Recurso só conhece os detalhes do que foi exposto, e isso não implica em detalhes de implementação no servidor.

    Lembrem que um dos principais objetivos para uma arquitetura RESTFul é ter baixo acoplamento, então tenham a liberdade de modelar seu domínio e seus recursos como fizer mais sentido.


    À procura de uma maneira produtiva de trabalhar com web services SOAP

    December 8th, 2008

    Com a minha mudança de alocação da Globo.com para a Globosat, continuo trabalhando bastante com integração de aplicações, mas agora com um ferramental e paradigmas diferentes.

    Na Globo.com eu trabalhei muito com open source, e estava acostumado a montar as aplicações a partir de componentes “crus”, em vez de usar ferramentas sofisticadas. Open source faz parte da cultura da empresa, e tínhamos uma boa liberdade de escolha de tecnologias e arquiteturas.

    Como falei algumas vezes no passado, nós migramos boa parte da arquitetura legada com EJBs para serviços REST usando por baixo o Jersey, Spring e Ibatis. A produtividade no desenvolvimento de serviços REST me agrada muito, e mesmo alguém que não conheça muito de serviços REST consegue desenvolver um serviço sem tanto esforço.

    Agora vou trabalhar mais com serviços SOAP, mas usando ferramentas muito produtivas, como o Aqualogic ESB e o Workshop, entre outros. Essas ferramentas facilitam muito o trabalho oferecendo Abstrações Opacas. Como ainda estou muito ligado ao trabalho com Open Source, eu venho tentando no meu tempo vago encontrar ferramentas open source com a mesma proposta.

    Neste momento estou tentando encontrar a maneira mais produtiva de se trabalhar com web services SOAP usando open source. No passado eu desenvolvi serviços com o XFire, com o Axis 2 e com o JAX-WS, mas achei interessante reavaliar as opções existentes atualmente.

    Nos últimos dias eu fiz testes com o Axis 2, com o Apache CXF e com o JAX-WS.

    Eu não gosto muito do Axis 2. Você até consegue desenvolver serviços rapidamente com ele, mas ele gera um código tão sujo que é muito triste colocar qualquer coisa em produção com ele, sabendo que você vai ter que manter depois aquele código. Além disso, para utilizá-lo você precisa levar nada menos que 51 jars para sua aplicação, o que transforma qualquer aplicação em um mastodonte. Um outro problema dessa lista massiva de dependências é que a chance de uma aplicação pré-existente ter conflitos de dependências com o Axis é grande.

    Na prática, eu só utilizaria o Axis 2 (e mesmo assim com má vontade) para desenvolver serviços se fosse numa estrutura como o WSO2 Web Services Application Server, que é um servidor de aplicações “dedicado” a serviços Axis.

    O Apache CXF oferece um “front-end” com JAX-WS (que é o mais recomendado) e um “front-end” alternativo, que usa o Aegis Databinding. Por enquanto olhei apenas o front-end com JAX-WS, mas não vi nenhuma vantagem em utilizar o CXF em vez da implementação de referência presente no Glassfish. Se pintar disposição eu darei uma olhada no front-end com Aegis Databinding, mas por enquanto não tenho grandes expectativas em relação a ele não.

    Para finalizar, fiz muitos experimentos com a implementação de referência do JAX-WS, embutido no Glassfish V2. A forma de trabalho que achei mais produtiva nestes meus testes foi desenvolvendo com JAX-WS no Netbeans (utilizei a versão 6.5).

    Tentei desenvolver a partir de classes Java, e a partir do WSDL, e esta última me trouxe melhores resultados.A melhor forma que achei foi começar desenhando os schemas XML com o editor do Netbeans:

    Criei um Complex Type para cada classe de domínio, e 1 Complex Type para o Request de cada operação e 1 Complex Type para o Response de cada operação. Tendo feito isso, criei depois 1 Element para o Request de cada operação e 1 Element para o Response de cada operação. Com o schema XML criado dessa forma, criei em seguida o WSDL, com o editor do Netbeans também:

    Na criação do WSDL, coloquei nas mensagens de Request/Response das operações os Elementos declarados no schema XML anterior. É importante prestar atenção nisso. Usando Elementos nas mensagens, você está criando serviços no modelo Document/Literal. Se você colocar nas mensagens um Complex Type diretamente, em vez de colocar um Elemento, você estará criando um serviço no modelo RPC/Literal. Eu particularmente prefiro Document/Literal, e o código gerado pelo JAX-WS neste modelo me agrada mais.

    A implementação do serviço com JAX-WS ficou parecida com isso aqui:

    package org.brunopereira.cadastro;
    import javax.jws.WebService;
    import org.brunopereira.schema.cadastroclientes.CadastroClienteRequestType;
    import org.brunopereira.schema.cadastroclientes.CadastroClienteResponseType;
    import org.brunopereira.schema.cadastroclientes.Cliente;
    import org.brunopereira.wsdl.cadastrocliente.CadastroClientePortType;
     
    @WebService(serviceName = "CadastroClienteService", portName = "CadastroClientePort",
    endpointInterface = "org.brunopereira.wsdl.cadastrocliente.CadastroClientePortType",
    targetNamespace = "http://brunopereira.org/wsdl/CadastroCliente",
    wsdlLocation = "WEB-INF/wsdl/CadastroCliente/CadastroCliente.wsdl")
    public class CadastroCliente implements CadastroClientePortType {
    public CadastroClienteResponseType cadastrarCliente(CadastroClienteRequestType request) {
    System.out.println("Cadastro de cliente foi invocado!! Será feito o roteamento para o serviço adequado!!");
    Cliente cliente = request.getCliente();
    CadastroClienteResponseType response = new CadastroClienteResponseType();
    response.setCliente(cliente);
    return response;
    }
    }

    O código do cliente foi gerado bem facilmente a partir do WSDL também, e ficou bem limpo. O que achei bem fraco foi a parte de teste dos serviços tanto no Netbeans como no Eclipse. No Eclipse você só consegue usar os plugins de teste se você tiver desenvolvido os serviços dentro do Eclipse, o que inviabilizou o meu uso. E o Netbeans tem um suporte que só serve pra HelloWorld, pra aqueles serviços de Calculadora, que você passa uns parâmetros primitivos e recebe um resultado simples. A interface do testador do meu serviço ficou dessa forma:

    Dá pra ver que não serve para nada além de um HelloWorld basicão.

    Bom, de uma maneira geral, o suporte a Web Services no Netbeans é muito melhor do que no Eclipse, que pra piorar só suporta a criação de serviços com o Axis. Até agora a maneira mais produtiva que encontrei de trabalhar com serviços SOAP foi essa que descrevi. Nos próximos dias olharei o que tem de interessante no projeto Metro e no JBoss ESB. Se encontrar coisas interessantes falarei mais por aqui. Ah, e se alguém tiver dicas para melhorar esta forma de trabalho que descrevi, por favor me avisem, pois estou avaliando muita coisa e não dá tempo de dedicar tanto tempo a cada opção dessas.


    WSO2 Registry now working in JBoss 4.0.5

    September 24th, 2008

    After some extra effort today, I did manage to get WSO2 Registry working in JBoss 4.0.5

    The huge amount of jdbc error messages in the server logs were not actually errors. JBoss datasources have a configuration element called <track-statements>. When this option is turned on, JBoss logs massively when there are Statements or ResultSets that are left open. The application server closes the Statements and the ResultSets, and shows many many logs indicating this. The log messages I was seeing were not errors in the Registry, they were only JBoss warnings.

    All our datasources in my team have this option turned on, and we always take care to close the ResultSets and Statements in all our applications. But since the server closes the ResultSets and Statements, I can live with the way the Registry does :)

    I had to do some things to get the Registry working in JBoss. First, I had to remove the log4j the Registry had packed inside its war file. Our JBoss servers use the Unified Classloader, for several years already. This setup was there before I even joined the company, and it’d complicated to change this now, because it’d make us modify several applications. Not being able to change the Classloader, the log4j packed inside the Registry (1.2.13) would conflict with the one present in JBoss itself (1.2.8), so I had to remove it from the Registry’s war. The application worked just fine using log4j 1.2.8, so it’s ok to do this.

    After fixing this, I had to enable Java 1.5 code in the jsps. JBoss by default does not allow Java 1.5 code in the jsps, and to modify this, I had to uncomment the code below inside JBOSS_HOME/server/default/deploy/jbossweb-tomcat55.sar/conf/web.xml:

    <init-param>
    <param-name>compilerSourceVM</param-name>
    <param-value>1.5</param-value>
    </init-param>

    This init-param belongs to <servlet-class>org.apache.jasper.servlet.JspServlet</servlet-class>, and solves the jsp compilation problem.

    Well, that’s what I had to do to make WSO2 Registry work in JBoss. Most of the problems I faced were not Registry’s fault, so I’m sorry for having a wrong impression after some setup problems this week.

    I’m currently integrating WSO2 Registry in our architecture and once I finish, I’ll document our architecture here, so that other people can see what uses we’re making of the product.


    Precisamos de um descritor de serviços REST?

    May 14th, 2008

    Me perguntaram sobre isso na minha apresentação de REST na Globo.com e isso foi assunto de uma discussão interessante hoje no CEJUG. Como é um assunto que pode interessar a bastante gente e eu me interesso muito por web services, resolvi falar mais sobre isso aqui no blog.

    Os web services WS-* possuem o WSDL (Web Services Description Language), um artefato amplamente aceito que descreve de forma padrão os serviços da aplicação. Ao especificar no WSDL quais são os schemas XML dos documentos que serão trocados e a cardinalidade precisa de cada elemento, conseguimos garantir que qualquer cliente que entenda o padrão estabelecido será capaz de interpretar os documentos e comunicar-se corretamente com os serviços. Além disto, a maturidade deste padrão traz a vantagem de que já existem geradores de clientes em várias linguagens a partir de um documento WSDL.

    Entretanto, WSDL (bem como muita coisa em WS-*) é complexo. Um ser humano que tenha que analisar um WSDL grande perderá um bom tempo para entender o que está descrito no documento. Já REST não tem uma forma padrão de especificar os contratos dos serviços.

    Embora a versão 2.0 da especificação WSDL permita descrever web services REST, os principais projetos open source da área como o Apache Abdera, Google Data API, Jersey e o Mule não utilizam esta forma de publicação. Não tenho conhecimento de nenhum projeto publicamente divulgado que faça uso do WSDL 2.0 para descrever serviços REST, e a adoção desta capacidade é baixíssima (se é que existe).

    O projeto Jersey oferece opcionalmente o WADL, que é uma forma de descrever serviços REST. Confesso que ainda não olhei o WADL para ver se seria interessante usá-lo. Pelo que sei, entretanto, a adoção dele também é muito baixa.

    Existe também o documento de serviços do AtomPub, que é bem interessante. Ele é um documento simples que lista quais são as coleções disponíveis e a localização das mesmas. O documento informa também quais são os MIME types aceitos em cada coleção.

    Eu considero interessante que a aplicação ofereça uma interface simples de consulta dos serviços disponíveis. Não é obrigatório, mas quando a aplicação tem uma certa quantidade de clientes é bem legal ter isso para facilitar.

    Em dois projetos que eu trabalhei, eu implementei um Servlet simples que listava todas as URIs disponíveis na aplicação, quais métodos HTTP são aceitos em cada uma das URIs e além disso um exemplo de XML manipulado em cada uma das URIs. Isso foi algo que eu achei bom o suficiente, e não tão custoso. Normalmente a documentação de verdade dos serviços fica em algum lugar como uma Wiki, ou uma página qualquer com a descrição detalhada de como interagir com os serviços.

    A questão principal é que quando você segue as boas práticas de desenvolvimento REST, os seus serviços ficam muito mais claros para quem precisa se integrar. Por exemplo, eu trabalhei em um projeto crítico de integração com o Google esse ano. Tive que usar várias funcionalidades da Google Data API. A API deles é REST, e encapsula os dados com o formato Atom. Eles não oferecem nenhuma interface semelhante ao WSDL, eles simplesmente têm uma página com a documentação dos serviços.

    Como eles seguiram as boas práticas de implementação REST, eu rapidamente aprendi a utilizar a API deles. Os protocolos de comunicação REST são bem semelhantes, e mais simples de entender do que qualquer coisa com WS-*. Pouco mais de 1 hora depois de olhar a documentação deles, eu já estava conseguindo me integrar com eles, com os primeiros exemplos.

    O Guilherme fez uma observação interessante durante a discussão disso na minha apresentação no Tech Talk. Quando você segue as boas práticas e implementa um protocolo conciso e claro, de certa forma podemos dizer que a implementação se “auto-documenta”. É algo que podemos traçar um paralelo ao que acontece ao utilizarmos Domain Driven Design. Aproximando a linguagem do código do domínio de negócio, facilitamos a compreensão da aplicação por pessoas que nunca a tinham visto antes. Uma boa arquitetura de web services declarativos (REST) fica muito mais clara do que uma arquitetura de web services imperativos (WS-*). Isto acontece porque com REST o que fica em destaque são os Recursos (que representam conceitos claros do domínio), em vez de Operações.

    É claro que as pessoas ainda terão que ler um pouco da documentação, mas como os conceitos em sua maioria já estarão “no sangue”, as dificuldades iniciais são menores do que com WS-*.

    O Felipe Gaúcho comentou no CEJUG sobre a capacidade de gerar clientes automatizados com WSDL. Embora isso seja verdade, no meu ponto de vista isso é meio que um mito. Não conheço ninguém que faça integrações automatizadas sem depender de seres humanos. A motivação disso é clara. Integrações envolvem regras de negócio, e ninguém que eu conheço faz negócios automáticos, sem definir as regras :)

    Existia o mito de que as aplicações “descobririam” serviços automaticamente com UDDI e se virariam para fazer as integrações, gerando os clientes automaticamente. Embora isso seja tecnicamente possível, na prática isso pra mim é uma viagem que serviria mais para desenvolvimento de inteligência artificial do que para web services propriamente :)

    Embora esta precisão do WSDL seja um ponto positivo, eu tenho a convicção de que a clareza que temos ao usar REST supera e muito as vantagens de termos geradores de clientes automatizados. Quanto a WS-* x REST de uma maneira mais geral, tem uma frase que eu gosto de utilizar. WS-* é apenas overhead a não ser que você tenha informações relevantes nos seus cabeçalhos SOAP. Se você nunca se preocupou MUITO (veja bem, MUITO) com o que está indo nos seu cabeçalhos SOAP, provavelmente um protocolo REST seria mais interessante.

    Tem uma opinião a respeito disso? Estou ansioso para conhecê-la! :)


    Java Magazine 55

    March 8th, 2008

    Java Magazine 55 - Março de 2008

    Caros amigos, nos próximos dias chega às bancas a edição 55 da Java Magazine. Nesta edição sai um artigo meu entitulado “Web services WS-*“.

    Este artigo é uma continuação do artigo da edição 54, na qual fiz uma análise dos web services REST e web services WS-*. Na edição 54, o foco era mais teórico, discutindo várias questões relevantes da implementação de web services nas 2 linhas de desenvolvimento.

    Neste artigo, o objetivo é partir de um problema real de arquitetura orientada a serviços, e então realizar a modelagem e implementação utilizando a pilha WS-*. O exemplo adotado para contextualizar o problema é o processo de leilão do Mercado Livre, mas num contexto de leilão com apenas 1 usuário adquirindo um determinado item. O desenvolvimento foi feito utilizando o Apache Axis 2, uma das opções mais populares para o desenvolvimento deste nicho em Java.

    Na edição 56, esta série será complementada com outro artigo prático, que utiliza a abordagem REST para resolver o mesmo problema proposto para esta edição. O objetivo com estes 2 artigos práticos é utilizar um mesmo exemplo que seja de fácil visualização por parte dos leitores e então descrever os detalhes principais do desenvolvimento de web services utilizando a abordagem WS-* e a abordagem REST.

    Espero que os leitores gostem destes artigos e torço para que eles possam contribuir com o entendimento do desenvolvimento de web services, e mais especificamente, a implementação em Java. Ao longo do ano escreverei mais artigos nesta área, então se você tiver interesse no assunto, certamente recomendo acompanhar as edições futuras da revista :)


    Java Magazine 54 - Meu primeiro artigo

    February 14th, 2008

    Java Magazine - Edição 54 - Fevereiro de 2008

    Caros amigos, é com enorme satisfação que anuncio que esta semana chega às bancas a edição 54 da Java Magazine, na qual estou publicando o meu primeiro artigo.

    No artigo desta edição, faço uma análise imparcial dos web services REST e web services WS-*, dando uma visão pragmática do nosso momento atual de implementação de web services.

    Este é o primeiro do que eu espero que sejam muitos artigos meus publicados na revista, e pelo menos inicialmente a maioria deles será na área de web services. Espero que bastante gente leia o artigo e possivelmente dê opiniões sobre o mesmo. Torço para que vocês gostem das minhas publicações, vamos ver se eu levo jeito para a coisa ;)


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